sábado, junho 24, 2006

Causa justa



"À janela uma bandeira, no relvado uma nação inteira!"

Pelas revistas e jornais que nos tem chegado, pelas imagens que nos são dadas ver, Portugal tem um povo que se diferencia quando toca a falar de, ou a, jogar à bola. Acho isso absolutamente normal, já que somos um povo envelhecido em cascos, não de carvalho, mas da vida de escolhos e calhaus que a maior parte viveu durante várias décadas, senão mesmo durante toda a nossa história.
Mesmo na época dos Descobrimentos ou quando se roubava a torto e a direito o Brasil e as ex-colónias.

Como já demonstrei, não sou letrado mas tento não ser burro. Tenho apenas alguns conhecimentos sociológicos que absorvi ao ler tudo o que aparece pela frente, e sei portar-me como um cavalheiro se preciso for. No entanto, a puta da bola dá cabo de todas as estatísticas. Até as dos emigrantes. (nós também o somos, mesmo estando dentro)

Uma bola a rolar onde entrar Portugal e… lá se vai a preocupação do “alemão” de amealhar uns tostanitos.
Um golo do Ronaldo leva o “suíço” a nem sequer trazer relógio, para nem olhar para as horas de se deitar, em convívio que está com todos aqueles conterrâneos que lhe apareceram lá na estranja onde labuta.
Uma vitória dos “tugas” e logo faz esquecer os meses ou anos que temos que cumprir. Esses filhos da puta.
Mas todas estas manifestações de regozijo também acontecem com os “franciús”, com os “brasileiros”, “australianos”, ou em qualquer lugar do mundo onde haja um português.

Não sou amante de Portugal só porque ganha a Selecção. Gosto de ser português porque acho que tenho isso enraizado no sangue, mais todas as tradicionais manifestações que fazem parte da cultura portuguesa e deste povo a quem já roubei. Tenho apenas um senão: ainda não ter compreendido como pude ser tão irresponsável para vir parar a este sítio.
Pode ser que o encontro das oitavas, como diz a Lili Caneças, me façam abrir os olhos para poder dar um murro nos cornos a mim próprio.

Enquanto isso, despeço-me dos mexicanos que se lixaram.



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8 Comments:

Blogger maloud said...

O importante é, quando sair, já não ter o mesmo tipo de irresponsabilidade. Até, porque agora já sentiu na pele onde ela o conduz.

1:49 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

eu então, para o caso de ir um dia aí parar, já ando a seleccionar os livros, desde as funções de variável complexa à política de Aristóteles...

Também comigo o Dragão vive-me no coração e lá vai dando cabo dele, no acima e abaixo

Mas sábado vou-me esgatanhar todo para que seja acima, que os cabr*es dos ingleses que passam por bonzinhos já nos roubaram e traíram na História, como só eles sabem fazer

(quem nos safou da vergonha foi o Alves Reis, mas pagou-a na prisa e fez-se protestante :( py

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